Paróquia São Marcos - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro -----------------------------------------------Reuniões todos os domingos após a missa de 18h

domingo, 20 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pedro Jorge Frassati – O Santo Congregado alpinista


os vários santos e beatos que as Congregações Marianas deram à Igreja, um que mais se aproxima do jovem atual talvez seja o jovem Pedro Frassati.
Esse jovem italiano típico da primeira metade do século XX ainda é atual para o jovem do século XXI: era descontraído, atlético, piedoso e sincero.
Pedro Jorge Frassati nasceu em Turim na Itália em 6 de Abril de 1901. Fé e caridade, as verdadeiras forças motivadoras de sua existência, o tornaram ativo e diligente nas redondezas onde ele viveu, em sua família e escola, na universidade e na sociedade; elas o transformaram em um jovem alegre e apóstolo entusiasta de Cristo, um seguidor apaixonado de sua mensagem e caridade.
Era filho do bem-sucedido empresário Alfredo Frassati, fundador do jornal “La Stampa”, ainda existente em Turim. Alfredo trabalhou de seu modo até atingir o sucesso, numa época de guerras e dificuldades. Alfredo também era embaixador da Alemanha e tinha grande influência política. Não era um homem muito religioso, e o resultado do seu sucesso conquistou uma boa posição na sociedade.
Em 1902 nasceu Luciana, a única irmã de “Dodo” (apelido familiar de Pedro) e desde a infância eram muito bons amigos. Quando começou a escola, veio parecer que ele, ao contrário da irmã, tinha algumas dificuldades em redação. O curioso é que muitas das suas mensagens vieram a nós em cartas escritas por aqueles que viviam com ele. Quando reprovou um ano, foi mandado para uma escola particular dirigida por padres jesuítas, onde ele pôde completar dois anos escolares em um.
Lá, ingressou na Congregação Mariana do colégio, em um momento de grande alegria para ele. “Era o mais bem-vestido e mais alegre de todos” disse um sacerdote na ocasião “afirmava que estar bem-vestido era uma homenagem à Virgem Maria em momento tão digno”. O aprendizado na Congregação o sustentou para todas suas atividades, tanto sociais quanto espirituais.
Mesmo os estudos não sendo fáceis para ele, decidiu ir para a universidade para estudar Engenharia de Minas, para poder ajudar os mineiros que precisavam de cuidados com suas saúdes, que tinham longas e duras jornadas de trabalho, geralmente mal remunerada, sendo mais uma oportunidade de ajudar os que precisavam de mais ajuda que outros. Isto, é claro, foi uma fonte de desgosto para seu pai, que via e esperava de seu único filho ser seu sucessor na direção do jornal. Com lágrima nos olhos, mas determinado, Pedro Frassati decidiu sacrificar seus planos pessoais para satisfazer seu pai.
O segredo de seu zelo apostólico e sua devoção deve ser buscado na jornada espiritual e ascética em que ele viajava; em oração, em adoração perseverante, mesmo à noite, diante do Santíssimo Sacramento, em sua sede pela Palavra de Deus, buscada em textos bíblicos; na aceitação pacífica das dificuldades da vida e da vida familiar; na castidade vivida como uma disciplina alegre e inflexível; em seu amor diário ao silêncio e no quotidiano da vida.
Certamente, olhando de forma superficial, o estilo de vida de Frassati, estilo de um jovem moderno e cheio de vida, não nos apresenta nada fora do ordinário. Esta, entretanto, é a originalidade de sua virtude que nos convida a refletir a respeito e nos motiva a imitá-lo.
Nele, a fé e os acontecimentos diários são harmoniosamente fundidos, fazendo com que a aderência ao Evangelho seja traduzida em amor e cuidados com os pobres e necessitados num crescer contínuo, até nos últimos dias da doença que o levou à morte, tal como um seu predecessor, o jovem Luiz de Gonzaga, um Congregado como ele, também jovem (faleceu aos 21 anos) e que infectou-se de tifo durante sua caridade com os doentes. 
Seu amor pela beleza e as artes, sua paixão por esportes e montanhas, sua atenção aos problemas da sociedade não inibiram seu relacionamento constante com o Absoluto. Não por menos o beato João Paulo II se apressou a beatificá-lo, pois o Papa também Congregado mariano era um desportista e montanhista como Pedro Frassati. Na região dos alpes italianos, Jorge Frassati veio a se apaixonar pela grandeza das montanhas que o rodeava, e encontrou grande prazer em fazer longas caminhadas e em escalar os altos picos, e nesta atividade, ele encontrou o domínio de si mesmo que é necessário para a verdadeira caridade. Sendo amigo por natureza, ele freqüentemente trazia em suas longas excursões muitos amigos, tanto homens quando mulheres, e fundou um grupo que era chamado satiricamente de “Os Sinistros” (“I Tipi Loschi”).
Ele cumpriu sua vocação como leigo cristão em muito envolvimento político e associativo numa sociedade em crescimento, uma sociedade que era indiferente e às vezes até mesmo hostil à Igreja. Enquanto crescia com o tempo e a desordem política que ascendeu na Europa se transformou na Primeira Guerra Mundial, o interesse de Pedro Frassati pelas questões políticas de sua nação cresceu fortemente. Ele registrou-se no PPP (Partido Popolare Italiano –Partido do Povo Italiano) em oposição à visão política de seu pai. Entretanto, seguindo a campanha de Alfredo Frassati, opôs-se ao envolvimento da Itália no conflito armado. Ele não admitia ser um simples observador: muitas fotos o mostram envolvido em reuniões e marchas políticas. Ele defenderia suas opiniões mas principalmente os direitos de todas as pessoas. Quando alguns fascistas dos “Camisas Pretas”1 tentaram apedrejar a casa de seus pais, ele a defendeu com seus próprios punhos e expulsou os intrusos. Quando o presidente estadunidense Wilson propôs a idéia da Liga das Nações, ele foi até a praça com uma bandeira, gritando “Viva, Wilson!”.
Neste espírito, Pedro Jorge obteve sucesso dando novos impulsos a vários movimentos Católicos, aos quais ele se uniu entusiasticamente, mas especialmente à Ação Católica, bem como à Federação de Estudantes Universitários Católicos Italianos, no qual ele encontrou o verdadeiro ginásio de seu treinamento Cristão e os campos corretos de seu apostolado.
A Ação Católica, criada pelo Papa Pio XI, foi à gênese de todas as Pastorais existentes na Igreja atual. Ainda existe na Europa e, no Brasil, o Clero a transformou em um sem-número de iniciativas particulares com nomes variados. Seu mote sempre foi a transformação cristã da Sociedade. O mesmo que as Congregações Marianas, mas sem o compromisso particular destas.
Na Ação Católica ele alegre e orgulhosamente viveu sua vocação Cristã e se esforçou para amar Jesus e vê-Lo em seus irmãos e irmãs que ele encontrava em seu caminho, ou naqueles que ele buscava em seus lares de sofrimento, marginalização e isolamento, para ajudá-los a sentir o calor de sua solidariedade humana e o conforto sobrenatural da fé em Cristo. Sua aptidão natural para liderança, seu entusiasmo e sua sincera preocupação com seus companheiros foram um exemplo e um caminho que eles deveriam seguir e alguns de seus amigos também o ajudaram nos trabalhos de caridade que ele conduziu, sem fanfarra e sempre espontâneo, por ter visto no sofrimento a imagem de Jesus Cristo. É sabido que numa ocasião, no frio do inverno, ele deu seu único casaco a um homem que não tinha um. Ele economizava todo o dinheiro que tinha e, mesmo que tivesse que andar muito, ia a alguma favela de sua cidade, e dava o que ele tinha para aqueles que estavam em maiores necessidades. Tudo isto era feito com seu bom humor natural, porque Pedro nunca entendeu caridade como uma obrigação, mas sempre como uma escolha pura e espontânea feita pelo amor a Deus.
Pedro não pode continuar para dirigir o jornal de seu pai, pois repentinamente ficou muito doente e morreu de poliomielite em aos 4 de julho de 1925, em dor profunda, mas sem se queixar. Uma vida que foi extraordinariamente completa com frutos espirituais, partindo para sua “pátria verdadeira e cantando louvores à Deus”.
Foi apenas após sua morte que seus pais compreenderam a coragem e a generosidade de seu filho, pois o nome de Pedro Jorge Frassati atravessou rapidamente através das comunidades pobres e milhares de pessoas se reuniram no seu funeral para dar seu último adeus para este simples homem que sempre deu uma mão a elas quando mais precisaram e, acima de tudo, as deu também, esperança.
Em 1990, milhares de jovens de todas as partes do mundo se reuniram na Praça de São Pedro para ver a cerimônia de beatificação deste homem exemplar, o qual foi chamado de Homem das Bem-Aventuranças pelo papa João Paulo II:
Ele deixou este mundo muito jovem, mas fez uma marca em todo o nosso século, e não apenas em nosso século. Ele deixou este mundo, mas no poder da Páscoa de seu Batismo, ele pode dizer a todos, especialmente às gerações jovens de hoje e amanhã: ‘Você me verá, porque eu vivo e você viverá’ (Jo14,19).Estas palavras foram ditas por Jesus Cristo quando ele deixou seus Apóstolos antes de passar por sua Paixão. Gosto de pensar nelas como se estivessem se formando nos lábios de nosso próprio novo Abençoado como um convite persuasivo para viver de Cristo e em Cristo. Este convite ainda é válido, é válido hoje também, especialmente para os jovens de hoje, válido para todos. É um convite válido que Pedro Jorge Frassati nos deixou.2
Oração ao Beato Pedro Jorge Frassati – I
Ó Pai, Tu deste ao jovem Pedro Jorge Frassati a jóia de encontrar Cristo e de viver a sua Fé com coerência ao serviço dos pobres e doentes. Pela sua intercessão, concede-nos também a nós sermos como ele puros, santos e de beatitude evangélica e imitar a sua generosidade para difundir na sociedade o Espírito do Evangelho. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oração ao Beato Pedro Jorge Frassati – II
Ó Deus misericordioso, que entre as insídias do mundo, com a vossa graça, vos dignastes conservar o Beato Pedro Jorge Frassati, puro de coração e ardente em caridade, ouvi, nós vos suplicamos, as nossas preces e, se estiver nos vossos desígnios, que ele seja glorificado pela igreja, mostrai a vossa vontade concedendo-nos a graça que vos pedimos ( … ) por sua intercessão, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém ! 
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1- A Milícia Voluntária para a Segurança Nacional foi um grupo paramilitar da Itália fascista que posteriormente foi uma organização militar. Devido a cor de seu uniforme, seus membros ficaram conhecidos como camisas negras (em italiano: Camicie nere). Sua atividade está enquadrada a partir do período entre-guerras até o fim da Segunda Guerra Mundial. Os camisas negras foram organizados por Benito Mussolini como uma violenta ferramenta militar do seu movimento político. Os fundadores foram intelectuais nacionalistas, ex-oficiais militares, membros especiais dos Arditi e jovens latifundiários que se opunham aos sindicatos de trabalhadores e camponeses do meio rural. Seus métodos tornaram-se cada vez mais violentos a medida que o poder de Mussolini aumentava e usaram da violência, intimidação e assassinatos contra opositores políticos e sociais. Entre seus componentes, muito heterogêneo, incluíam os criminosos e oportunistas em busca da fortuna fácil.
2- homilia do Papa João Paulo II na ocasião da Beatificação de Pedro Jorge Frassati.
Eduardo Caridade cm
Fonte: http://www.cncmb.org.br/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Jornal "Testemunho de Fé"

A Edição Atual do Testemunho de Fé traz uma matéria sobre o "Jamigos de Natal"

Parabéns ao pessoal do JAM!

Para ver a edição on-line do jornal acesse aqui: http://www.bancadigital.com.br/otestemunhodefe/reader2/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

450 anos das CCMM - Os primeiros congregados

No livro, História da Companhia de Jesus, de autoria do Padre Francesco Sacchini,SJ (±1625), são retiradas algumas anotações, que são de grande valia aos congregados marianos de hoje, para refletirem, quatrocentos e cinquenta anos depois, nas suas congregações, como foi a nossa fundação no Collegio Romano.

Afirmava o Pe. Sacchini: – No ano em que estamos neste momento envolvidos [1563] um Pio Sodalício havia começado entre os alunos de João Leunis, um Mestre belga, que lecionava entre os alunos da classe mais baixa, ou seja, aqueles que estavam iniciando os estudos. Acima destes, vinham os alunos da Retórica, contados entre os das classes mais altas.

Assim, os membros das classes mais baixas que tinham um desejo especial para unir a piedade com os estudos literários começaram a se encontrar todos os dias, em seus horários de folga, em uma das salas de aula. Onde, tinham um altar lindamente decorado. Todos empenhados em oração por algum tempo, a partir de uma leitura de um livro de piedade que possuíam. Aos domingos e feriados, eles cantavam as Vésperas na forma regular eclesiástica com canto moderado. Essa foi à origem das Congregações Marianas que, mais tarde, irão se dedicar à Virgem Maria, em particular, e formados de acordo com regras estabelecidas, irão se espalhar por todo o mundo para o bem da juventude e outros.

Em 1566, havia 935 alunos no Collégio Romano. Neste ano, ou seja, três anos após a criação do sodalício (congregação mariana), cerca de 250 alunos já haviam participado deste grupo criado pelo Pe. Leunis. Tendo em conta que os alunos nesse período no Colégio terminavam as classes mais baixas, já com 16 anos de idade, parece provável que os primeiros membros da Congregação foram amplamente meninos entre as idades de 9 e 16 anos.

Agora, o grupo da Congregação não é perfeitamente mantido nos primeiros anos, mas “cerca de 70” dos congregados que tinham sido membros no primeiro ano, se mantiveram firmes. A lista inicial contém nomes de 51 congregados. No entanto, mais 28 nomes, foram acrescentados. E estes parecem ser a primeira admissão de membros, da congregação mariana, que ocorreu no ano de 1564.

O primeiro prefeito (presidente) foi o Marquês de Tibério Massimi, quatro vezes prefeito. Entre os primeiros membros, registramos os alunos Marian, mais tarde Cardeal, Pierbenedetti e Celso, mais tarde Bispo, Paci, os dois foram prefeitos em 1575. Também nessa lista constam Otávio Accoramboni e Guarnerius Trotti, ambos se tornaram bispos, e Fabius Fábios, que mais tarde, ocupou cargos importantes na Sociedade de Jesus, exceto o generalato, os alunos Croce Luís, João Francisco Contardo, Hipólito Voglia e Hannibal Terzi, se tornaram sacerdotes jesuítas. Outros 13, entraram no clero diocesano, mas deve-se afirmar que o Collegio Romano não era um colégio para estudantes clericais. Balthasar Vergari tornou-se um médico e os três membros da família Pamphili, como os restantes 48 congregados pioneiros, mantiveram-se no mundo todas as suas vidas.

O então diretor, padre Prosper Malavolta, escreveu ao Secretário da Companhia de Jesus em 14 julho de 1564, o seguinte: “Como já fiz menção da piedade de nossos alunos, vou acrescentar que uma boa parte deles, especialmente das classes mais baixas, fundaram uma sociedade e quero coloca-los sob o patrocínio da Virgem. Possuem um regra, que é de se confessarem em cada semana e participarem da comunhão geral no primeiro domingo de cada mês. Eles participam das missas diariamente, e recitam orações a Nossa Senhora. Após as aulas, que terminam no final da tarde, eles se reúnem em uma capela que eles têm no Colégio e de joelhos meditam por uma hora e meia, em seguida, refletem sobre o que fizeram naquele dia. Na Capela do mesmo, mas mais magnificamente adornado, eles cantam, nos dias de festa, a Missa e Vésperas com um tipo agradável de música, ouvem sermões e fazem visitas aos pobres e visitam as relíquias dos santos para ganhar as indulgências“.

No início cerca de 70 alunos, todos meninos, entraram para a Congregação. Para garantir o sucesso, sob o favor de Deus, um dos Padres do Colégio esteve à frente da Congregação por todo tempo. Eles elegem um prefeito (presidente) entre os membros com maior conhecimento e mais velho. Seu primeiro dever é escolher 12 chefes de divisão e dar-lhes encargos, tantos quanto forem necessários a Congregação, para evitar, na medida do possível, qualquer conduta indigna ou negligência nos estudos.

Que as informações deste estudo animem e encoraje os congregados marianos de hoje, a um sentido da busca da santificação.

Salve Maria!

Eduardo Caridade

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nossa Senhora de Guadalupe

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002). 

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus. 

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531. 

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou:"Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção. 

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva. 

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação". 

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945. 

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira. 


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Hoje é dia da Imaculada Conceição - dia Mariano mais importante do ano!


A Imaculada Conceição da Maria Virgem - singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito - preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Assim, parece-nos oportuno percorrer rapidamente a história dessa "piedosa crença" que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.
Onze séculos de tranqüila aceitação da "piedosa crença"
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Imaculada Conceição  -  Igreja da  Or-
dem  Terceira de São  Francisco  da
Penitência, Rio de Janeiro
Os mais antigos Padres da Igreja, amiúde se expressam em termos que traduzem sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedulio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém, insigne devoto da Virgem, A exalta como tendo sido "sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada". Para Santo Hipólito Ela é um"tabernáculo isento de toda corrupção". Orígenes A aclama"imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente". Por Santo Ambrósio é Ela declarada "vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado". Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado,"menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados".
Cedo começou a Igreja - com primazia da Oriental - a comemorar em suas funções litúrgicas a imaculada conceição de Maria. Passaglia, no seu De Inmaculato Deiparae Conceptu, crê que a princípios do Século V já se celebrava a festa da Conceição de Maria (com o nome de Conceição de Sant'Ana) no Patriarcado de Jerusalém. O documento fidedigno mais antigo é o cânon de dita festa, composto por Santo André de Creta, monge do mosteiro de São Sabas, próximo a Jerusalém, o qual escreveu seus hinos litúrgicos na segunda metade do século VII.

Tampouco faltam autorizadíssimos testemunhos dos Padres da Igreja, reunidos em Concílio, para provar que já no século VII era comum e recebida por tradição a piedosa crença, isto é, a devoção dos fiéis ao grande privilégio de Maria (Concílio de Latrão, em 649, e Concílio Constantinopolitano III, em 680).

Em Espanha, que se gloria de ter recebido com a fé o conhecimento deste mistério, comemora-se sua festa desde o século VII. Duzentos anos depois, esta solenidade aparece inscrita nos calendários da Irlanda, sob o título de "Conceição de Maria".

Também no século IX era já celebrada em Nápoles e Sicílias, segundo consta do calendário gravado em mármore e editado por Mazzocchi em 1744.

Em tempos do Imperador Basílio II (976-1025), a festa da "Conceição de Sant'Ana" passou a figurar no calendário oficial da Igreja e do Estado, no Império Bizantino.

No século XI parece que a comemoração da Imaculada estava estabelecida na Inglaterra, e, pela mesma época, foi recebida em França. Por uma escritura de doação de Hugo de Summo, consta que era festejada na Lombardia (Itália) em 1047. Certo é também que em fins do século XI, ou princípios do XII, celebrava-se em todo o antigo Reino de Navarra.
Séculos XII-XIII: Oposições

No mesmo século XII começou a ser combatido, no Ocidente, este grande privilégio de Maria Santíssima.

Tal oposição haveria ainda de ser mais acentuada e mais precisa na centúria seguinte, no período clássico da escolástica. Entre os que puseram em dúvida a Imaculada Conceição, pela pouca exatidão de idéias à matéria encontram-se doutos e virtuosos varões, como, por exemplo, São Bernardo, São Boaventura, Santo Alberto Magno e o angélico São Tomás de Aquino.
Século XIV: Escoto e a reação a favor do dogma

O combate a esta augusta prerrogativa da Virgem não fez senão acrisolar o ânimo de seus partidários. Assim, o século XIV se inicia com uma grande reação a favor da Imaculada, na qual se destacou, como um de seus mais ardorosos defensores, o beato espanhol Raimundo Lulio.

Outro dos primeiros e mais denodados campeões da Imaculada Conceição foi o venerável João Duns Escoto (seu país é natal é incerto: Escócia, Inglaterra ou Irlanda; morreu em 1308), glória da Ordem dos Menores Franciscanos, o qual, depois de bem fixar os verdadeiros termos da questão, estabeleceu com admirável clareza os sólidos fundamentos para desvanecer as dificuldades que os contrários opunham à singular prerrogativa mariana.

Sobre o impulso dado por Escoto à causa da Imaculada Conceição, existe uma tocante legenda. Teria ele vindo de Oxford a Paris, precisamente para fazer triunfar o imaculatismo. Na Universidade da Sorbonne, em 1308, sustentou uma pública e solene disputa em favor do privilégio da Virgem.

No dia dessa grande ato, Escoto, quando chegou ao local da discussão, prosternou-se diante de uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava em sua passagem, e lhe dirigiu esta prece: "Dignare me laudare te, Virgo sacrata: da mihi virtutem contra hostes tuos". A Virgem, para mostrar seu contentamento com esta atitude inclinou a cabeça - postura que, a partir de então, Ela teria conservado...

Depois de Escoto, a solução teológica das dificuldades levantadas contra a Imaculada Conceição se tornou casa dia mais clara e perfeita, com o que seus defensores se multiplicaram prodigiosamente. Em seu favor escreveram inúmeros filhos de São Francisco, entre os quais se podem contar os franceses Aureolo (m. em 1320) e Mayron (m. em 1325), o escocês Bassolis e o espanhol Guillermo Rubión. Acredita-se que esses ardorosos propagandistas do santo mistério estejam na origem de sua celebração em Portugal, nos primórdios do século XIV.

O documento mais antigo da instituição da festa da Imaculada nesse país é um decreto do Bispo de Coimbra, D. Raimundo Evrard, datado de 17 de Outubro de 1320. A par dos doutores franciscanos, cumpre ainda mencionar, entre os defensores da Imaculada Conceição nos séculos XIV-XV, o carmelita João Bacon (m. em 1340), o agostiniano Tomás de Estrasburgo, Dionísio, o Cartuxo (m. em 1471), Gerson (m. em 1429), Nicolau de Cusa (m. em 1464) e outros muitos esclarecidos teólogos pertencentes a diversas escolas e nações.

Séculos XV-XVI: acirradas disputas

Em meados do século XV, a Imaculada Conceição foi objeto de renhido combate durante o Concílio de Basiléia, resultando num decreto de definição sem valor dogmático, posto que este sínodo perdeu a legitimidade ao se desligar do Papa.

Entretanto, crescia cada dia mais o número das cidades, nações e colégios que celebravam oficialmente a festa da
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     Nossa Senhora da Conceição - Museu do Aleijadinho
                                  Ouro Preto (Brasil)
Imaculada. E com tal fervor, que nas cortes da Catalunha, reunidas em Barcelona entre 1454 e 1458, decretou-se pena de perpétuo desterro para quem combatesse o santo privilégio.

O autêntico Magistério da Igreja não tardou a dar satisfação aos defensores do dogma e da festa. Pela bula Cum proeexcelsa, de 27 de Fevereiro de 1477, o Papa Sixto IV aprovou a festa da Conceição de Maria, enriqueceu-a de indulgências semelhantes às festas do Santíssimo Sacramento e autorizou ofício e missa especial para essa solenidade.

Pelos fins do século XV, porém, a disputa em torno da Imaculada Conceição de tal maneira acirrou os ânimos dos contendores, que o mesmo Papa Sixto IV se viu obrigado a publicar, em data de 4 de setembro de 1483, a Constituição Grave Nimis, proibindo sob pena de excomunhão que os de uma parte chamassem hereges aos da outra.

Por essa época, festejavam a Imaculada célebres universidades, como as de Oxford, de Cambridge e a de Paris, a qual, em 1497, instituiu para todos os seus doutores o juramento e o voto de defender perpetuamente o mistério da Imaculada Conceição, excluindo de seus quadros quem não os fizesse. De modo semelhante procederam as universidades de Colônia (em 1499), de Magúncia (em 1501) e a de Valência (em 1530).

No Concílio de Trento (1545-1563) se ofereceu nova ocasião para denodado combate entre os dois partidos. Sem proferir uma definição dogmática da Imaculada Conceição, esta ssembléia confirmou de modo solene as decisões de Sixto IV. A 15 de Junho de 1546, na sessão V, em seguida aos cânones sobre o pecado original, acrescentaram-se estas significativas palavras: "O sagrado Concílio declara que não é sua intenção compreender neste decreto, que trata do pecado original, a Bem-aventurada e imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, mas que devem observar-se as constituições do Papa Sixto IV, de feliz memória, sob as penas que nelas se cominam e que este Concílio renova".

Por esse tempo, começaram a reforçar as fileiras dos defensores da Imaculada Conceição os teólogos da recém-fundada Companhia de Jesus, entre os quais não se achou um só de opinião contrária. Aliás, pelos primeiros missionários jesuítas no Brasil temos notícia de que, já em 1554, celebrava-se o singular privilégio mariano em nosso País. Além da festa comemorada no dia 8 de Dezembro, capelas, ermidas e igrejas eram edificadas sob o título de Nossa Senhora da Conceição.

Entretanto, a piedosa crença ainda suscitava polêmicas, coibidas pela intervenção do Sumo Pontífice. Assim, em outubro de 1567, São Pio V, condenando uma proposição de Bayo que afirmava ter morrido Nossa Senhora em conseqüência do pecado herdado de Adão, proibiu novamente a disputa acerca do augusto privilégio da Virgem.
Séculos XVII e seguintes: consolidação da "piedosa crença"

No século XVII, o culto da Imaculada Conceição conquista Portugal inteiro, desde os reis e os teólogos até os mais humildes filhos do povo. A 9 de Dezembro de 1617, a Universidade de Coimbra, reunida em claustro pleno, resolve escrever ao Papa manifestando-lhe a sua crença na imaculabilidade de Maria.

Naquele mesmo ano, Paulo V, decretou que ninguém se atrevesse a ensinar publicamente que Maria Santíssima teve pecado original. Semelhante foi a atitude de Gregório XV, em 1622.

Por essa época, a Universidade de Granada se obrigou a defender a Imaculada Conceição comvoto de sangue, quer dizer, comprometendo-se a dar a vida e derramar o sangue, se necessário fosse, na defesa deste mistério. Magnífico exemplo que foi imitado, sucessivamente, por grande número de cabidos, cidades, reinos e ordens militares.

A partir do século XVII também foram se multiplicando as corporações e sociedades, tanto religiosas como civis, e até mesmo estados, que adotaram por padroeira à Virgem no mistéiro de sua Imaculada Conceição.

Digna de particular referência é a iniciativa de D. João IV, Rei de Portugal, proclamando Nossa Senhora da Conceição padroeira de seus "Reinos e Senhorios", ao mesmo tempo que jura defendê-La até à morte, segundo se lê na provisão régia de 25 de março de 1646. A partir deste momento, em homenagem à sua Imaculada Soberana, nunca mais os reis portugueses puseram a coroa na cabeça.

Em 1648, aquele mesmo Monarca mandou cunhar moedas de outro e prata. Foi com estas que se pagou o primeiro feudo a Nossa Senhora. Com o nome de Conceição, tais moedas tinham no anverso a legenda: JOANNES IIII, D. G. PORTUGALIAE ET ALBARBIAE REX, a Cruz de Cristo e as armas lusitanas. No reverso: a imagem da Senhora da Conceição sobre o globo e a meia lua, com a data de 1648 e, nos lados, o sol, o espelho, o horto, a casa de ouro, a fonte selada e a Arca da Aliança, símbolos bíblicos da Santíssima Virgem.

Outro decreto de D. João IV, assinado em 30 de junho de 1654, ordenava que "em todas as portas e entradas das cidades, vilas e lugares de seus Reinos", fosse colocada uma lápide cuja inscrição exprimisse a fé do povo português na imaculada Conceição de Maria.

Igualmente a partir do século XVII imperadores, reis e as cortes dos reinos começaram a pedir com admirável constância, e com uma insistência de que há poucos exemplos na História, adeclaração dogmática da Imaculada Conceição.

Pediram-na a Urbano VIII (m. em 1644) o Imperador Fernando II da Áustria; Segismundo, Rei da Polônia; Leopoldo, Arquiduque do Tirol; o eleitor de Magúncia; Ernesto de Baviera, eleitor de Colônia.

O mesmo Urbano VIII a pedidos do Duque de Mântua e de outros príncipes, criou a ordem militar dos Cavaleiros da Imaculada Conceição, aprovando ao mesmo tempo seus estatutos. Por devoção à Virgem Imaculada, quis ele ser o primeiro a celebrar o augusto Sacrifício na primeira igreja edificada em Roma sob o título da Imaculada, para uso dos menores capuchinhos de São Francisco.

Porém, o ato mais importante emanado da Santa Sé, no século XVII, em favor da Imaculada Conceição, foi a bula Sollicitude omnium Ecclesiarum, do Papa Alexandre VII, em 1661. Neste documento, escrito de sua própria mão, o Pontífice renova e ratifica as constituições em favor de Maria Imaculada, ao mesmo tempo que impõe gravíssimas penas a quem sustentar e ensinar opinião contrária aos ditos decretos e constituições. Esta bula memorável precede diretamente, sem outro decreto intermediário, a bula decisiva de Pio IX.

Em 1713, Felipe V de Espanha e as Cortes de Aragão e Castela pediram a solene definição a Clemente XI. E o mesmo Rei, com quase todos os Bispos espanhóis, as universidades e Ordens religiosas, a solicitaram a Clemente XII, em 1732.

No pontificado de Gregório XVI, e nos primeiros anos de Pio IX, elevaram-se à Sé Apostólica mais de 220 petições de Cardeais, Arcebispos e Bispos (sem contar as dos cabidos e ordens religiosas) para que se fizesse a definição dogmática.
O triunfo da Imaculada Conceição

Enfim, chegado era o tempo. Em 2 de fevereorp de 1849, Pio IX, desterrado em Gaeta, escreveu a todos os Patriarcas Primazes, Arcebispos e Bispos do orbe a Encíclica Ubi primum, questionando-lhes acerca da devoção de seu clero e de seus povos ao mistério da Imaculada Conceição, e seu desejo de vê-lo definido.
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 Beato Pio IX, o Papa que proclamou a 8 de Dezembro
 de 1854, o dogma da Imaculada Conceição
De um total de 750 Cardeais, Bispos e vigários apostólicos que em seu seio contava então a Igreja, mais de 600 responderam ao Sumo Pontífice. Levando-se em conta as dioceses que estariam vacantes, os prelados enfermos e as respostas perdidas, pode-se dizer que todos atenderam à solicitação do Papa, manifestando unanimemente que a fé de seu povo era completamente favorável à Imaculada Conceição, e apenas cinco se diziam duvidosos quanto à oportunidade de uma declaração dogmática.

Afirmara-se a crença universal da Igreja. Roma iria falar, a causa estava julgada.

Agora - são palavras de uma testemunha da bela festa de 8 de dezembro de 1854 - transportemo-nos ao augusto templo do Chefe dos Apóstolos (Basílica de São Pedro de Roma). Nas suas amplas naves se comprime e se confunde uma imensa multidão impaciente, porém recolhida. É hoje em Roma, como outrora em Éfeso: as celebrações de Maria são em toda a parte populares. Os romanos se aprestam a receber a definição da Imaculada Conceição, como os efesianos acolheram a da maternidade divina de Maria: com cânticos de júbilo e manifestações do mais vivo entusiasmo.

Eis no limiar da Basílica o Soberano Pontífice. Circundam-no 54 Cardeais, 42 Arcebispos e 98 Bispos dos quatro cantos do orbe cristão, duas vezes mais vasto que o antifo mundo romano. Os Anjos da Igrejas estão presentes como testemunhas de fé de seus povos na Imaculada Conceição. Subitamente, irrompem as vozes em tocantes e reiteradas aclamações. O cortejo dos Bispos atravessa lentamente o longo corredor do Altar da Confissão. Sobre a cátedra de São Pedro está sentado seu 258º sucessor.

Iniciam-se os santos mistérios. Logo o Evangelho é anunciado e cantado nas diversas línguas do Oriente e do Ocidente. Eis o solene momento marcado para o decreto pontifício. Um Cardeal carregado de anos e de méritos, aproxima-se do trono: é o decano do Sacro Colégio; feliz está ele, como outrora o velho Simeão, por ver o dia da glória de Maria ... Em nome de toda a Igreja, dirige ele ao Vigário de Cristo uma derradeira postulação.

O Papa, os Bispos e toda a grande assembléia caem de joelhos; a invocação ao Espírito Santo se faz ouvir; o sublime hino é repetido por cinqüenta mil vozes ao mesmo tempo, subindo aos Céus como imenso concerto.

Cessado o cântico, ergue-se o Pontífice sobre a cátedra de São Pedro; sua face é iluminada por celeste raio, visível efusão do Espírito de Deus; e de uma voz profundamente emocionada, em meio às lágrimas de alegria, pronuncia ele as solenes palavras que colocam a Imaculada Conceição de Maria no número dos artigos de nossa fé:

"Declaramos - disse ele -, pronunciamos e definimos que a doutrina de que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeira instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em atenção aos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de culpa original, essa doutrina foi revelada por Deus, e deve ser, portanto, firme e constantemente crida por todos os fiéis".
O Cardeal decano, prostrado segunda vez aos pés do Pontífice, suplicou-lhe então que a publicase as cartas apostólicas contendo a definição. E como promotor da fé, acompanhado dos protonotários apostólicos, pediu também que se lavrasse um processo verbal desse grande ato. Ao mesmo tempo, o canhão do Castelo de Santo Angêlo e todos os sinos da Cidade Eterna anunciavam a glorificação da Virgem Imaculada.

À noite, Roma, cheia de ruidosas e alegres orquestrazs embandeirada, iluminada, coroada de inscrições e de emblemas, foi imitada por milhares de vilas e cidades em toda a superfície do globo.

O ano seguinte pode ser chamado o Ano da Imaculada Conceição: quase todos os dias foram assinalados por destas em honra da Santíssima Virgem.

Em 1904, São Pio X celebrou, juntamente com toda a Igreja Universal, com grande solenidade e regozijo, o cinqüentenário da definição do dogma da Imaculada Conceição.

O Papa Pio XII, por sua vez, em 1954 comemorou o primeiro centenário dessa gloriosa verdade de fé, decretanto o Ano Santo Mariano. Celebração esta coroada pela Encíclica Ad Coeli Reginam,na qual o mesmo Pontífice proclama a soberania da Santíssima Virgem, e estabelece a festa anual de Nossa Senhora Rainha.

(CLÁ DIAS, JOÃO. Pequeno Ofício da Imaculada Conceição Comentado. Artpress. São Paulo, 1997, pp. 494 à 502)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Santos das Fileiras Marianas

23 de novembro. Beato Miguel Agustín Pro,
jesuíta mártir mexicano (Ano 1927).

Padre Pro é um santo do século XX. Ele morreu em 1927, e foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 1988. Nascido em Guadalupe, no México em 13 de janeiro de 1891.

Criança muito intoxicada para comer alguma fruta estava perto da morte. Sua mãe o levou para a imagem da Santa. Virgem e confiou com toda sua fé, e a criança milagrosamente foi curada.

Quando jovem, era extremamente exigente. Mas também muito alegre, trabalhador e otimista. . Um dia ele ouve a mãe chorar angustiada: "Oh meu Deus, isso se torna o meu filho." E o bom garoto que amava a mãe imensamente , dá-lhe um abraço e disse: "Mãe, o meu nome do meio é Agostinho e Santo Agostinho foi um grande convertido. Vai ver que eu estou indo para me converter." E a partir desse dia o seu comportamento melhorou dramaticamente.

Ela ama música e declamação. Com seus irmãos e irmãs (são seis no total) organizou uma pequena orquestra e divertia as reuniões de bairro.

Seu pai era dono de uma mina, e Miguel ia para conversar com os mineiros para conhecer os problemas dos pobres. Tomando assim o caminho dos necessitados.

Ao ouvir os seus discursos um aluno do turno da noite para idosos diz: "Este realmente serve para padre pregador."

Ele gostava de estudar e ajudava o pai na administração da empresa, mas continuava seus estudos regularmente.

Aos vinte anos ele sente um grande vazio: precisa de alguém para guiar-me espiritualmente. Ele percebe que ele só não vai ser capaz de acertar no caminho da perfeição e da santidade. Felizmente, um padre jesuíta convida você para uma coexistência de três dias, e não há paz e luzes espirituais.

Um dia, ele tem um grave acidente durante a passagem de nível seu pé esquerdo ficou preso entre os trilhos e um trem estava vindo. Chama a SMA. Virgem e consegue retirar o pé, precisamente quando o trem está vindo. Então oferece em ação de graças à Virgem Maria o sacrifício de não lidar com as meninas por um ano.

De seu encontro com os jesuítas, Miguel mudou totalmente. Meditador é agora menos superficial. Sua irmã era uma freira e com ele também vai sentir grande grande apelo ao entrar em uma comunidade. Os jesuítas aceito para ano de noviciado de preparação para entrar na congregação.

Em 1911 ele vai para o noviciado jesuíta. Por sua alma tão inquieta, e da severidade do noviciado é extremamente duro novamente. O Padre Mestre de Noviços o convidou para resistir por seis meses, e depois de tudo o que ele fez, e fez com toda a sua alma, estava plenamente comprometido com a oração, meditação e boas leituras e se torna um novato muito alegre e amigável, mas também muito piedoso e cumpridor com os seus deveres.

Em 1913, faz seus votos 3 juramentos de pobreza, castidade e obediência e é admitido como um jesuíta.

Este ano de 1913 uma revolução eclodiu no México e o pai de Agostinho perde sua propriedade que passou para as mãos da guerrilha. O noviciado jesuíta é invadido ele tem que fugir. Miguel viaja disfarçado como um charro e entre campos de milho e montanhas atravessa a Guadalajara. Os superiores vendo o perigo para jovens noviços os enviam aos Estados Unidos para continuar seus estudos. Mas não saber Inglês traz um monte de problemas e, em seguida, vão para a Espanha, um país neutro durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Aproveitando-se de suas qualidades naturais, Miguel faz um palhaço, ator, malabarista, e cartunista, e assim muito perturbador para os outros e até mesmo para os superiores, naqueles anos terríveis de aflição mundial. Vem a terrível gripe asiática em 1917, levando para o túmulo a milhares e milhares de pessoas, e em seguida, Michael vai a salões onde montes de pacientes com febre e muito deliciosamente distraída com suas performances cômicas. Os pacientes freqüentemente pediam para enviar o jovem seminarista para distrair as horas monótonas de sua doença.

Aos domingos e feriados indo para as favelas para ensinar o catecismo às crianças e muito encarecer essas pessoas abandonadas.

Os jesuítas o enviam à Bélgica para ver como os sacerdotes lidavam com os trabalhadores, e depois para Paris para aprender os ministérios sociais da Igreja. Então é encaminhado a  ser mais e mais atuante com o apostolado entre os pobres.

Passava noites sem dormir por causa de uma forte dor no estômago. Só rezando. Finalmente eles descobrem que ela é uma úlcera e o operaram. Reintegrado foi ordenado sacerdote em 1925 e enviado de volta à sua terra natal no México, onde a perseguição da Igreja Católica é terrível.

Vai ao país disfarçado de comerciante e fazendeiro no passaporte e não percebem que era um padre e o deixam ir.

Presidente Calles prometeu acabar com a religião católica e proíbe qualquer atividade em nome da religião.

Católicos se unem e defendem a igreja. Nomeado capelão Padre Pro  e fundou a "Liga para a defesa da religião" com 150 jovens sob a direção do jovem sacerdote começam percorrer as ruas distribuindo panfletos contra leis anti-religiosos e de resistência pacífica convidativa. Eles recolhem ajuda e levar as famílias cujas cabeças foram enviados para a prisão por serem católicos.

Pro vai indo de casa em casa para a celebração da Eucaristia, disfarçado de vendedor ou médico, etc. Viajando de bicicleta como um mensageiro e organiza um grupo de 400 catequistas de ensinar religião. Os mais de 10 mil policiais conseguem captar sua rede de evangelização.

Um dia Padre Pro pega um táxi e percebe que a polícia está a seguir. Ele diz ao motorista: "Siga viajando lentamente Mas não pare Eu jogarei do carro em movimento..." E salta para o pavimento, e como um bêbado sai andando de lado a lado na rua. A polícia a acredita que ele é um bêbado, passa em frente, dizendo: ". Isso não pode ser padre"

Em outro dia, em uma farmácia ao ver que a polícia estava em sua busca da o braço a uma senhora como um casal de namorados até estar longe de lá sem que a polícia possa suspeitar que este era o sacerdote que estavam procurando.

Na perseguição na Cidade do México tinha um curso de retiro de três dias a um grande número de funcionários e policiais acreditavam que era o famoso Padre Pro disfarçado de mecanico ia dar palestras e workshops sobre religião para trabalhadores, e vestidos na última moda chegou às casas dos ricos para dar palestras sobre religião para senhoras ricas reunidas.

Suas grandes devoções são a Eucaristia, o Espírito Santo e a Santíssima. Virgem. Celebrava a missa com grande devoção, mas sempre em segredo, porque o governo proibiu a celebração católica. Dava a comunhão aos católicos que estavam presos, levando presentes para os guardas da prisão.

Quanto ao Espírito Santo, exclama: "Para a minha pouca instrução deveria dizer preto e branco dizer em minhas palestras, porque eu confio do Espírito Divino e ilumina-me o que eu sempre digo." Quanto à SMA. Virgem sentiu afeição por seu filho uma boa a melhor das mães e Mãe de Deus o salvou e salvou muitas vezes de sua vida, pois os perigos eram de cada dia e cada hora.

Finalmente Calles Presidente ao saber que o grande movimento católico teve como tema "Viva Cristo Rei" (e é por isso que foi chamado de Cristorreyeros) teve Padre Pro como diretor-chefe, mandou colocar na cadeia, que supostamente foi inventado revolucionário responsável por ataques (sendo que nunca nosso santo apoiou qualquer ação violenta contra o governo. Sua irmã disse-lhe:. "Eu rezo para Calles presidente com o carinho com que peço para a minha mãe").

Ele foi levado para a cadeia e lá foi sentenciado a morte. Antes de ser baleado foi dito para apresentar o seu último desejo: "Eu quero que você me deixe alguns momentos para rezar e confiar ao Senhor". E no momento em que iam atirar abriu os braços e gritou: "Viva Cristo Rei". E ele morreu como um mártir para defender a religião Católica. Foi em 23 de novembro de 1927.

Quando o presidente Calles estava morrendo sentiu que uma multidão desfilava na frente de seu quarto. Perguntou o atendente o que era, e o outro respondeu:. "Há milhares e milhares de católicos que cantam e desfilam, rezando e gritando" Viva Cristo Rei "E o caçador exclamou tristemente: Vencemos e morreu!.

O sangue dos mártires é semente de cristãos antigos disse. Padre Pro ao derramarem o seu sangue para defender a religião de Cristo e agora no México o catolicismo é a religião da maioria e está progredindo admiravelmente com a bênção de Deus.

Padre Pro encoraja: oremos por todos os que se espalham a religião no mundo. Eles gastam todas as suas energias em fazer amor e saber sempre mais e mais a Cristo Jesus.

Se estes e aqueles poderiam alcançar a santidade, por que não posso me também? (Santo Agostinho).

Oração:  Veneravel Padre Pro, você sabia viver a sua vocação nas circunstâncias mais difíceis, nos ajude com suas orações para sermos católicos corajosos e não ceder às tentações deste mundo. Que a nossa vida, como a sua, muito fruto para a glória de Deus eo bem das almas. Amém

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÂO

    A memória da apresentação da Virgem Maria é celebrada no dia 21 de novembro, quando se comemora um dos momentos sagrados da vida da Mãe de Deus, sua apresentação no Templo por seus pais Joaquim e Ana. Nenhum livro da Sagrada Escritura relata este acontecimento, sendo fartamente tratado nas escrituras apócrifas, que não são reconhecidas como inspiradas. Segundo esses apócrifos, a apresentação de Maria foi muito solene. Tanto no momento de sua oferta como durante o tempo de sua permanência no Templo verificaram-se alguns fatos prodigiosos: Maria, conforme a promessa feita pelos seus pais, foi conduzida ao Templo aos três anos, acompanhada por um grande número de meninas hebréias que seguravam tochas acesas, com a presença de autoridades de Jerusalém e entre cantos angélicos.

    Para subir ao Templo havia 15 degraus, que Maria subiu sozinha, embora fosse tão pequena. Os apócrifos dizem ainda que Maria no Templo se alimentava com uma comida extraordinária trazida diretamente pelos anjos e que ela não residia com as outras meninas. Segundo a mesma tradição apócrifa ela teria ali permanecido doze anos, saindo apenas para desposar São José, pois durante este período havia perdido seus pais.


   Na realidade a apresentação de Maria deve ter sido muito modesta e ao mesmo temo mais gloriosa. Foi de fato através deste serviço ao Senhor no Templo, que Maria preparou o seu corpo, mas sobretudo a sua alma, para receber o Filho de Deus, realizando em si mesma a palavra de Cristo:

"Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática".



    Na Igreja Oriental, a festa da Apresentação é celebrada desde o século VII, no dia 21 de novembro, aniversário da Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, em Jerusalém. Contudo , ela só foi estabelecida na Igreja Ocidental no século XIV pelo papa Gregório XI, a pedido do embaixador de Chipre junto à Santa Sé. A cidade de Avinhão, na França, residência dos papas naquela época, teve a glória de ser a primeira do Ocidente a celebrar a nova festividade em 1732.

    Desde então este episódio da vida de Maria Santíssima começou a despertar o interesse dos cristãos e dos artistas, surgindo belíssimas pinturas sobre o tema da Apresentação.



Oração à Nossa Senhora da Apresentação


Minha boa Mãe do Céu,
Nossa Senhora da Apresentação
que, aos três anos subistes
as escadarias do Templo
para vos consagrardes inteiramente a Deus,
praticando assim o ato de religião
o mais agradável ao Senhor,
seja-vos também agradável,
a nossa homenagem,
a nossa consagração.
Consagrastes ao Senhor,
ó Rainha do Céu,
o vosso espírito e vosso coração,
em flor de infância,
o vosso corpo e todas as potências do vosso ser
pelo sacrifício total,
o mais generoso e desinteressado,
pela mais solene imolação
que o mundo já viu,
antes da imolação do Calvário.
Nós, aqui na terra de exílio,
unimos aos espíritos celestes
que assistiram a esta augura cerimônia
que é como prelúdio de todas as vossas festas
e com eles e todos os santos
cantamos as glórias
da vossa Apresentação benditíssima.
Amém.